A nova era da gestão pública no Brasil

Coluna

Digital

Gestão Pública

Governança

31 de março de 2025

A nova era da gestão pública no Brasil

Revolução GovTech otimiza processos, reduz burocracia e ajuda municípios a se tornarem mais eficientes, transparentes e inclusivos

 A transformação digital está reconfigurando profundamente a administração pública brasileira, criando oportunidades inéditas para que os municípios se tornem mais eficientes, transparentes e inclusivos. Esse movimento, conhecido como Revolução GovTech, é impulsionado por startups e empresas de tecnologia que oferecem soluções inovadoras para otimizar processos, reduzir burocracias e fomentar o engajamento cívico em modelos de gestão mais participativos. Ao adotar tecnologias emergentes como inteligência artificial, big data, blockchain e automação, os governos não apenas modernizam seus processos internos, mas também constroem pontes dinâmicas entre o Estado e a sociedade, ampliando a participação cidadã e fortalecendo os pilares da democracia, fundamentando a consolidação de Governos Digitais e Cidades Inteligentes.

A essência da chamada Revolução GovTech está na convergência de inovação tecnológica com um arcabouço legal robusto e uma estratégia de planejamento que privilegia a integração e a eficiência dos serviços públicos. Para que essa transformação seja efetiva, os municípios precisam desenvolver seus Planos Diretores de Tecnologia da Informação e Comunicação (PDTIC). Esses planos são instrumentos estratégicos fundamentais que definem as diretrizes, metas e investimentos necessários para a implementação de tecnologias de informação no setor público. Eles permitem identificar lacunas, estabelecer prioridades e promover a interoperabilidade entre os diversos sistemas e órgãos governamentais, criando um ambiente propício para a inovação contínua.

Ao estruturar um Plano Diretor de TIC, os gestores públicos conseguem alinhar as iniciativas tecnológicas aos objetivos estratégicos da administração, garantindo que os investimentos em tecnologia sejam feitos de forma coordenada e sustentável. Esse planejamento é indispensável para transformar a experiência do cidadão, uma vez que possibilita o desenvolvimento de serviços públicos mais ágeis, personalizados e transparentes.

O Plano orienta a criação e a implementação de infraestruturas, sistemas e soluções tecnológicas modernas, definindo prioridades, metas e os investimentos necessários para garantir a interoperabilidade e a eficiência dos sistemas de informação à serviço da administração e da população.

Ao elaborar um Plano Diretor de TIC, os gestores públicos podem:

  • Diagnosticar a situação: identificar a “arquitetura digital atual”, as deficiências tecnológicas e as oportunidades de melhoria na gestão de dados e processos;
  • Definir objetivos estratégicos: estabelecer metas de curto, médio e longo prazos para a modernização dos serviços públicos;
  • Planejar investimentos: priorizar recursos e definir cronogramas para a implementação de soluções digitais;
  • Promover melhoria e integração de sistemas: facilitar a interoperabilidade entre os diversos órgãos governamentais, garantindo que as informações sejam compartilhadas de forma segura e eficiente;
  • Aumentar a transparência e a participação cidadã: criar mecanismos que permitam aos cidadãos acompanhar, em tempo real, as ações e os investimentos do governo.

Essas iniciativas estruturadas são fundamentais para que a administração pública se torne mais responsiva e para que os serviços oferecidos sejam verdadeiramente centrados nas necessidades dos cidadãos.

O avanço da vertical GovTech no Brasil é suportado por um conjunto de marcos legais que servem como base para a inovação no setor público; entre eles destaco:

1. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD – Lei nº 13.709/2018)

A LGPD estabelece normas rigorosas para a coleta, o tratamento e o armazenamento de dados pessoais, garantindo a privacidade dos cidadãos e promovendo a segurança das operações digitais. Ao criar um ambiente de confiança, essa legislação é fundamental para que iniciativas digitais se desenvolvam de forma ética e segura, protegendo os direitos individuais enquanto possibilita a modernização dos serviços públicos.

2. Lei de Governo Digital (Lei nº 14.129/2021)

Esta lei orienta a modernização dos serviços públicos, promovendo a interoperabilidade entre os sistemas governamentais, a transparência ativa e a inclusão digital. Exigindo que os órgãos públicos adotem práticas integradas e centralizadas, a Lei de Governo Digital permite que os cidadãos monitorem, em tempo real, a execução de obras, a alocação de recursos e o desenvolvimento de políticas públicas. Esse mecanismo de prestação de contas fortalece a participação cidadã e cria uma administração mais aberta e responsiva.

3. Marco Legal das Startups e Inovação (Lei complementar nº 182/2021)

O Marco Legal das Startups, instituído pela lei complementar nº 182/2021 e complementado por instrumentos como o decreto nº 10.282/2020, tem sido crucial para desburocratizar e agilizar a contratação de serviços inovadores pelo setor público. Esse conjunto normativo possibilita que os municípios contratem soluções tecnológicas de forma mais flexível e transparente, estimulando o desenvolvimento de inovações customizadas que atendam às necessidades específicas de cada região.

Transformação digital nos municípios

A digitalização da gestão pública já se manifesta de maneira concreta em muitos municípios brasileiros, com a adoção crescente de plataformas integradas que centralizam informações e simplificam a administração, permitindo o monitoramento contínuo e transparente de obras e programas, com a digitalização de serviços essenciais por meio de portais e aplicativos, o que possibilita que os cidadãos agendem consultas, emitam documentos e participem de audiências públicas de forma remota, eliminando filas e agilizando o atendimento, entre outras estratégias que suportam modelos das chamadas prefeituras sem papel.

Esses avanços são intensificados no Brasil pelos investimentos constantes em infraestrutura, desenvolvimento e integração de sistemas e pela contínua capacitação digital dos servidores, promovida por instituições como a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). A ENAP se destaca ao oferecer uma ampla gama de cursos e atividades de atualização com foco em tecnologia e governo digital, fortalecendo a cultura GovTech nacional e preparando os agentes públicos para os desafios de uma administração digitalizada.

A colaboração entre o setor público e a iniciativa privada é também vital para a consolidação da Revolução GovTech. Iniciativas como o mapeamento realizado pela BrazilLab, em parceria com a Oracle, evidenciam esse cenário e fornecem uma visão abrangente e atualizada das tendências, desafios e oportunidades na digitalização dos serviços públicos, servindo como um guia para gestores e investidores. Esse mapeamento fortalece o ecossistema GovTech ao conectar governos, startups e sociedade, estimulando a troca de experiências e a adoção de soluções tecnológicas inovadoras em escala.

No cenário internacional, o suporte de instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporación Andina de Fomento (CAF) amplia o impacto dessa transformação por toda a América Latina e Caribe. Por meio de programas como o GovTech Lab, o BID oferece suporte técnico e financeiro para projetos inovadores, enquanto a CAF investe em financiamentos e consultorias especializadas para promover a interoperabilidade e a segurança cibernética, reduzindo desigualdades regionais e aumentando a eficácia dos serviços públicos.

Impactos e benefícios da Revolução Digital

A integração de tecnologias disruptivas com um arcabouço legal sólido tem gerado impactos mensuráveis na gestão pública. Estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que a automação de processos pode reduzir os custos operacionais em até 20%, liberando recursos que podem ser direcionados para áreas estratégicas como saúde, educação e infraestrutura. A experiência adquirida durante a pandemia de COVID-19 evidenciou a importância de uma infraestrutura digital robusta, que possibilitou a implementação rápida de sistemas de rastreamento e a distribuição eficiente de auxílios emergenciais, demonstrando que uma administração pública preparada digitalmente é capaz de enfrentar crises com agilidade.

Nesse momento é fundamental que os gestores públicos sejam aculturados em relação à urgência do fortalecimento da pauta em seus territórios de atuação e que entendam que a Revolução GovTech não é simplesmente uma atualização tecnológica; ela representa uma reinvenção profunda do serviço público, integrando tecnologia, inovação, legislação e planejamento estratégico para criar uma administração moderna, colaborativa e verdadeiramente inclusiva. Ao desenvolver suas estratégias de governança digital, os municípios definem o caminho para a integração e a otimização dos sistemas de informação, garantindo que os investimentos em tecnologia sejam realizados de forma coordenada e sustentável. Essa nova abordagem coloca o Estado como um agente facilitador do desenvolvimento social, promovendo um diálogo constante com a sociedade e transformando desafios em oportunidades.

Apesar dos importantes avanços recentes, a implementação de soluções GovTech no Brasil ainda enfrenta desafios, como a falta de interoperabilidade entre sistemas governamentais, a resistência cultural à inovação dentro da administração pública, o déficit de capacitação digital entre servidores e a infraestrutura tecnológica limitada em algumas regiões. Para superar essas barreiras, é essencial investir na capacitação dos gestores públicos, fortalecer parcerias com o setor privado e criar mecanismos de incentivo para a digitalização do setor público.

Estamos diante de uma nova era em que dados, tecnologia e inovação se tornam os principais ativos da governança. No entanto, a digitalização do setor público não vai ocorrer de maneira automática. Ela exige vontade política, planejamento estratégico e um profundo compromisso com a eficiência e a transparência. Por isso uma das principais questões é: será que os gestores públicos estão preparados para abandonar modelos obsoletos e promover um governo digital? O futuro da administração pública dependerá não apenas das tecnologias disponíveis, mas da coragem e da capacidade dos governos de reinventar suas práticas, romper com paradigmas ultrapassados e colocar a inovação no centro da gestão pública. Afinal, se a tecnologia pode transformar o setor privado, por que não pode fazer o mesmo com o setor público? A questão que resta é: quem estará pronto para liderar essa mudança?

Para ter acesso às referências deste texto clique aqui

Quem publicou esta coluna

Pedro Chamochumbi

É gestor de inovação, agente de desenvolvimento, ESG, cidades inteligentes e governo digital. É cofundador da AiX - Agência de Inovação, consultor associado ao Instituto Pecege, membro do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Piracicaba, professor, palestrante e mentor de negócios inovadores.

Você também pode gostar

22 de outubro de 2026

Jornada do Consumidor na Decisão de Compra de Infoprodutos no Ambiente Digital

A expansão do comércio eletrônico e a transformação tecnológica impulsionaram a necessidade de compreender o comportamento do consumidor de infoprodutos, cuja experiência percebida tornou-se crucial para o desenvolvimento profissional. O estudo objetivou analisar os fatores que influenciaram a decisão de compra de infoprodutos no ambiente digital, considerando as etapas da jornada do consumidor. Realizou-se uma pesquisa aplicada, quantitativa e descritiva, por meio de um levantamento de campo com 100 consumidores da Serra Gaúcha. A coleta de dados ocorreu via questionário estruturado, utilizando amostragem não probabilística. Os resultados revelaram um público qualificado e com forte comportamento “mobile-first”. Constatou-se que a disponibilidade de informações detalhadas e a aprovação social foram os principais gatilhos de atração na fase de pré-compra. Nas etapas transacionais e posteriores, a minimização de atritos operacionais, a agilidade do acesso imediato e a segurança sistêmica mostraram-se cruciais para a conversão e satisfação, embora lacunas na eficiência do suporte humano tenham sido identificadas. A retenção fundamentou-se na confiança gerada por experiências anteriores positivas, superando o fator preço. Concluiu-se que a jornada do consumidor de infoprodutos opera como um sistema integrado, exigindo alinhamento entre infraestrutura tecnológica, curadoria de conteúdo e humanização do suporte para assegurar o engajamento.

Palavras-chave: Comércio eletrônico; Comportamento do consumidor; Experiência do consumidor; Fidelização; Negócios virtuais.

22 de outubro de 2026

Observatório Digital da Amazônia: Ciência de Dados Aplicada à Análise de Indicadores Sociais, Econômicos, Ambientais e de Saúde

O estado do Amazonas enfrentou desafios históricos na consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), decorrentes de barreiras geográficas, desigualdades socioeconômicas e limitações estruturais. Descreveu-se, neste estudo, o desenvolvimento e a implementação de um geoportal de informações em saúde, concebido para apoiar o monitoramento, a avaliação e o planejamento no contexto amazônico. Adotou-se uma abordagem de estudo de caso descritivo, baseada em análise documental e dados secundários, abrangendo o mapeamento de funcionalidades, a infraestrutura técnica e as etapas de validação da ferramenta. O Portal foi desenvolvido com tecnologias abertas e integrou múltiplas bases de dados nacionais, oferecendo dashboards interativos, mapas temáticos e repositório digital de documentos. Entre os resultados, destacaram-se a visualização georreferenciada de indicadores-chave, a possibilidade de análises comparativas temporais e a utilização da plataforma na revisão de planos de saúde e no redirecionamento de ações estratégicas. O portal pode representar um avanço na governança digital e na gestão baseada em evidências, com potencial de replicabilidade para outros territórios de alta complexidade, desde que acompanhada de investimentos em infraestrutura tecnológica, capacitação profissional e articulação interinstitucional.

Palavras-chave: Amazônia; Avaliação em Saúde; Saúde Digital; Sistemas de Informação em Saúde.

22 de outubro de 2026

Aprendizado Contínuo como Fator de Crescimento Organizacional na Percepção dos Colaboradores

O impacto do aprendizado contínuo e da gestão do conhecimento no crescimento das organizações foi estudado em um cenário de globalização e constantes mudanças. O objetivo do estudo foi analisar a percepção dos colaboradores sobre a cultura de aprendizagem e sua importância para o desenvolvimento pessoal e profissional. Os dados foram obtidos por meio de uma pesquisa anônima, de abordagem quantitativa, utilizando um formulário com questões do tipo “survey” aplicado a 87 profissionais dos setores de tecnologia, saúde, educação, comércio e serviços. Os resultados indicaram que os colaboradores possuíam uma percepção positiva sobre a contribuição do aprendizado contínuo para o crescimento pessoal e organizacional, reconhecendo seus benefícios para o desenvolvimento de novas habilidades, inovação e competitividade. Contudo, observou-se que o incentivo à troca de conhecimento interno e a oferta de treinamentos práticos ainda apresentavam médias moderadas de concordância. Concluiu-se que o aprendizado contínuo contribui significativamente para o desenvolvimento individual e organizacional, sugerindo que as empresas devem desenvolver políticas estratégicas de aprendizado direcionado para novas habilidades, visando maior vantagem competitiva e inovação.

Palavras-chave: Aprendizagem contínua; Autodesenvolvimento; Crescimento organizacional; Gestão do conhecimento; Inovação.

22 de outubro de 2026

Previsão da Inadimplência Agregada no Sistema Financeiro Brasileiro por Modelo Sarimax com Variáveis Macroeconômicas

A inadimplência agregada no sistema financeiro brasileiro é um indicador crucial de risco de crédito, cuja previsão é regulamentada pelas Resoluções CMN n.° 4.557/2017 e 4.966/2021 para a mensuração prospectiva de perdas esperadas. Modelou-se e previu-se a inadimplência agregada por meio do modelo SARIMAX, projetando sua trajetória até dezembro de 2026 sob cenários otimista, base e pessimista. Utilizaram-se 164 observações mensais (julho/2012 a fevereiro/2026) e variáveis macroeconômicas como desemprego, Selic, IPCA, IBC-Br e endividamento das famílias. A especificação com variáveis contemporâneas foi selecionada com base em critérios de informação e estabilidade dos coeficientes, e o diagnóstico dos resíduos confirmou adequação estatística, com MAPE de 3,12%. A inadimplência histórica variou entre 4,33% e 7,64%. A estimação identificou o desemprego (β = 0,2534; p < 0,001) e a Selic (β = 0,2128; p < 0,001) como principais determinantes positivos, com forte persistência temporal (AR(1) = 0,8965). A Selic exibiu correlação crescente com a inadimplência (r = 0,62 no lag 12), enquanto o desemprego demonstrou efeito contemporâneo (r = 0,33). As projeções indicaram inadimplência entre 6,30% e 7,98% em dezembro de 2026, com uma amplitude de 1,68 ponto percentual, evidenciando implicações diretas para o dimensionamento de provisões nas instituições financeiras. Palavras-chave: Desemprego; Modelagem preditiva; Política monetária; Provisão de perdas; Séries temporais.

22 de outubro de 2026

Fatores de Engajamento das Partes Interessadas na Transferência Internacional de Tecnologia para um Hospital Público

Este estudo descreveu os fatores críticos percebidos para o engajamento das partes interessadas na transferência internacional de tecnologia em um hospital público, com foco no planejamento. O objetivo foi descrever esses fatores condicionantes, conforme a percepção de profissionais. Realizou-se um estudo de caso único, aplicando um questionário a 25 profissionais e utilizando análise de conteúdo, complementada por tabulações descritivas. Os principais obstáculos identificados foram resistência à mudança (72%), financiamento (64%), falta de comunicação (60%) e burocracia (40%). Apenas 28% dos respondentes reconheceram a existência de ferramentas adequadas para gestão de stakeholders, enquanto 48% negaram e 24% não souberam informar. Cruzamentos exploratórios indicaram variações na avaliação de influência conforme o tempo de atuação, mas não estabeleceram relações causais. A falta de engajamento foi associada a atrasos, baixa adesão, desperdício de recursos, falhas de comunicação, comprometimento da absorção de conhecimento e riscos à segurança do paciente. As conclusões restringiram-se às percepções do grupo pesquisado e fundamentaram recomendações preliminares para comunicação e coordenação intersetorial.

Palavras-chave: Estudo de caso; Gestão de projetos; Inovação em saúde; Partes interessadas; Setor público.

22 de outubro de 2026

Combate às Perdas Comerciais de Energia Elétrica Utilizando Modelo de Séries Temporais

As perdas comerciais de energia elétrica representaram um dos principais desafios para as distribuidoras, impactando diretamente a sustentabilidade econômica e a qualidade do fornecimento. Avaliou-se a eficiência de modelos de séries temporais, com foco em técnicas de suavização exponencial, na previsão do consumo faturado de unidades consumidoras, para apoiar a identificação de desvios associados a perdas não técnicas. Utilizaram-se dados históricos de consumo mensal de uma distribuidora de energia elétrica no Brasil, segmentados por perfis de comportamento (estacionariedade, tendência e sazonalidade). Aplicaram-se modelos de suavização exponencial simples, Holt e Holt-Winters (aditivo e multiplicativo), comparados a uma média móvel tradicional. O erro percentual absoluto médio (MAPE) foi o critério de avaliação. Adicionalmente, empregou-se a abordagem ETS para seleção automática do modelo e testes de diagnóstico dos resíduos, como Ljung-Box e análise da função de autocorrelação. Os resultados demonstraram que modelos mais robustos apresentaram maior capacidade de adaptação às características das séries e menor erro, com destaque para o desempenho superior em cenários com tendência. Para séries sazonais, o modelo ETS mostrou maior capacidade de adaptação a transições. Concluiu-se que a utilização de modelos de séries temporais mais estruturados contribuiu significativamente para a melhoria da acurácia das previsões e ofereceu suporte analítico relevante para a identificação de perdas comerciais e otimização de processos operacionais e comerciais no setor elétrico.

Palavras-chave: Distribuição de energia; MAPE; Otimização; Previsão de consumo; Suavização exponencial.

Inscreva-se em nossa newsletter!

Receba conteúdos e fique sempre atualizado sobre as novidades em gestão, liderança e carreira com a Revista E&S.

Ao preencher o formulário você está ciente de que podemos enviar comunicações e conteúdos da Revista E&S. Confira nossa Política de Privacidade